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Como ver a ATM na tomografia (TCFC) — e quando você precisa de ressonância

A tomografia computadorizada de feixe cônico (TCFC) mostra em 3D as partes ósseas da articulação temporomandibular (ATM): o côndilo, a fossa mandibular (glenoide), a eminência articular e o espaço articular entre eles. Ela não mostra o disco articular nem líquido na articulação — para isso é preciso uma ressonância magnética (RM), que o Ossidex também abre. Primeiro confira se o campo de visão inclui os dois côndilos; depois gire os planos da MPR para acompanhar o longo eixo de cada côndilo e percorra-o corte a corte.

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MPR axial, sagital e coronal de um exame da cabeça com linhas de referência vinculadas no Ossidex no iPad

A sua TCFC inclui as articulações?

A declaração de posicionamento da AAOMR e da AAOP sobre imagem da ATM pede que o campo de visão cubra pelo menos o côndilo, a fossa mandibular e a eminência articular, e que as duas articulações sejam examinadas, porque muitas alterações da ATM são bilaterais. Um campo de visão pequeno, feito para alguns dentes, pode nem chegar às articulações: percorra os cortes axiais dos dentes para cima e confira se os dois côndilos e as fossas estão completos. A declaração também recomenda examinar as articulações com os dentes em máxima intercuspidação; se o paciente mordeu um bloco de posicionamento, leve isso em conta antes de avaliar a posição do côndilo.

Passo a passo: a ATM no Ossidex

  1. Abra a MPR. Importe o exame, abra a série de TCFC com cortes finos e passe para a reconstrução multiplanar (MPR): planos axial, sagital e coronal com cursores cruzados vinculados (Pro nos seus próprios exames; treine os gestos na TCFC de demonstração embutida).
  2. Encontre o côndilo no axial. Percorra os cortes até o nível em que a cabeça do côndilo fica mais larga no sentido látero-medial e coloque o cursor no centro dela.
  3. Alinhe os planos com o côndilo. O longo eixo do côndilo é oblíquo, então os planos padrão o cortam em ângulo. Gire as linhas de referência na vista axial para que uma acompanhe o longo eixo e a outra o cruze em ângulo reto: o plano ao longo do eixo é o coronal corrigido, e o plano perpendicular a ele, o sagital corrigido.
  4. Mantenha o slab fino. Deixe a espessura do corte (slab) no mínimo para ver o contorno cortical; um slab espesso em MIP projeta o osso vizinho em uma só imagem e pode esconder pequenas alterações de superfície.
  5. Percorra todo o côndilo. Avance pelo sagital corrigido do polo lateral ao medial e depois pelo coronal corrigido de frente para trás. Uma alteração pode aparecer em poucos cortes.
  6. Meça os dois lados do mesmo jeito. No corte sagital corrigido central, use a régua para os espaços articulares anterior, superior e posterior, e a ferramenta de ângulo para inclinações como a da eminência articular. Repita todos os passos no outro côndilo.
  7. Confira a forma em 3D. Use a predefinição de osso e o plano de corte para ver a forma e a simetria dos côndilos. O osso cortical fino pode sumir na vista 3D e deixar falhas que não existem, então avalie as superfícies nos cortes.

O que o Ossidex não faz: não há protocolo automático de ATM. Você orienta cada côndilo manualmente, mede os espaços articulares à mão, e os dois lados não são organizados lado a lado automaticamente.

Termos que aparecem no laudo de ATM

Os laudos costumam seguir os critérios de análise de imagem desenvolvidos para os Critérios de Diagnóstico para Pesquisa das DTM (RDC/TMD; Ahmad et al., 2009):

TermoO que descreve
AplainamentoUma área plana no côndilo, na fossa ou na eminência, que normalmente são arredondados
Esclerose subcorticalUma faixa de osso mais denso, mais clara, sob a superfície articular
ErosãoUma interrupção no contorno cortical
OsteófitoUma projeção óssea na margem, muitas vezes na face anterior do côndilo
Cisto subcorticalUma área arredondada escura sob a superfície — não é um cisto verdadeiro
Posição condilarCôndilo concêntrico, anterior ou posterior na fossa, avaliado pelos espaços articulares

Nesses critérios, erosão, cistos subcorticais, osteófitos e esclerose generalizada indicam osteoartrite, enquanto aplainamento ou esclerose localizada isolados são classificados como indeterminados e muitas vezes interpretados como remodelação. Um espaço articular estreito ou um côndilo posicionado posteriormente às vezes é visto como sinal indireto de deslocamento do disco, mas a TCFC não mostra o disco, e côndilos não concêntricos são comuns em pessoas sem sintomas.

A interpretação cabe a um profissional treinado. Esta tabela explica termos de um laudo; não é um roteiro de diagnóstico. O laudo do radiologista continua sendo a interpretação, e o Ossidex exibe e mede imagens sem interpretá-las.

RM de ATM: o disco e o líquido articular

A ressonância magnética é o único método de imagem que mostra com confiabilidade onde está o disco articular. Na suspeita de deslocamento do disco, a declaração da AAOMR/AAOP recomenda imagens em densidade de prótons ou ponderadas em T1 com a boca fechada e aberta, em planos sagital e coronal corrigidos, além de imagens ponderadas em T2 quando há suspeita de derrame articular; nem a TCFC nem a tomografia médica mostram derrame. As imagens de boca aberta mostram se um disco deslocado volta ao lugar e quanto o côndilo se desloca.

No Ossidex, cada aquisição é uma série própria. Coloque as séries de boca fechada, boca aberta e T2 lado a lado em um layout com vários painéis (Pro) e navegue em cada uma até a mesma articulação. Não há ferramenta específica para RM de ATM: o Ossidex não pareia os cortes de boca aberta e fechada nem marca o disco. Muitas séries de ATM são 2D, com poucos cortes por articulação, então leia-as no próprio plano; a MPR exige uma série volumétrica.

Qual vista responde a qual pergunta

PerguntaMelhor vista
Contorno do côndilo, erosões, osteófitosTCFC, sagital corrigido
Polos medial e lateral, largura do côndiloTCFC, coronal corrigido
Orientação de cada côndilo, comparação entre os ladosTCFC, axial
Forma geral, assimetriaTCFC em 3D, confirmada nos cortes
Espaço articular, posição condilarTCFC, sagital corrigido, com os dentes em oclusão
Posição do disco, deslocamento com ou sem reduçãoRM com a boca fechada e aberta
Líquido na articulação (derrame)RM ponderada em T2

A radiografia panorâmica mostra os dois côndilos como parte da visão geral, mas distorce a forma deles e deixa passar muitas alterações ósseas, sobretudo na face anterior do côndilo. Veja mais em radiografia panorâmica vs TCFC e no visualizador de radiografia panorâmica.

Informações de imagem conferidas nas fontes abaixo em 29 de setembro de 2026.

Perguntas frequentes

A radiografia panorâmica mostra a ATM?

Mostra os dois côndilos e pode servir como primeira avaliação, mas distorce a forma deles e tem baixa sensibilidade para alterações ósseas. A TCFC mostra o osso em três dimensões; a RM mostra o disco.

Minha TCFC inclui a ATM?

Só se o campo de visão alcançar os côndilos. Percorra os cortes axiais dos dentes para cima: os dois côndilos devem aparecer dentro das fossas.

Dá para ver o disco na TCFC?

Não. A TCFC não mostra o disco nem líquido na articulação. A posição do disco exige RM.

O Ossidex compara automaticamente a RM de boca aberta e fechada?

Não. Abra as duas séries lado a lado em um layout com vários painéis e escolha você mesmo os cortes correspondentes.

A versão gratuita basta?

O download é gratuito: você importa qualquer exame, navega pelos cortes em 2D, ajusta janela/nível e faz medições, e uma TCFC de demonstração embutida libera todas as ferramentas para você testar. MPR, 3D, o arco panorâmico, layouts com vários painéis e exportação ilimitada fazem parte do Pro, uma assinatura opcional com renovação automática, com preço exibido na App Store do seu país. Os planos corrigidos da ATM e a RM em vários painéis exigem o Pro nos seus próprios exames.

Fontes

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